Lembra quando você sumiu no final de semana? Veio com desculpas que esqueceu de avisar, que foi pescar com os amigos e não tinha sinal de celular?Apareceu na segunda-feira como se nada tivesse acontecido, com uma fotinha da tal pescaria? Pois é, foi ali que você abriu uma brecha, e comecei a pensar porque eu não poderia fazer o mesmo? A eu iria sair com meus amigos, poderia achar que não te devia mais uma satisfação no dia seguinte, afinal não foi nada, como você mesmo disse. Só que no meio dessas saídas eu conheci um cara. Não era qualquer cara sabe, era um amigo de infância que acabamos nos reencontrando por acaso, assim, e percebemos que tínhamos muita coisa pra conversa, sobre o passado, o quanto nossas vidas mudou e o quanto tínhamos algo em comum. E sabe quando ele me perguntou se eu estava namorando, acredita que eu não excitei em dizer que não. A sua imagem não me veio a mente, pareceu que você nem se quer existia, e ali eu percebi que conseguia sim ser feliz sem você, que eu poderia rir sozinha, que outras pessoas conseguiam me fazer bem mais feliz do que você me fez em todo esse tempo juntos. Foi você que me fez perceber isso, foi você que deixou que isso acontecesse.

As suas mensagens não me provocava mais aquele frio na barriga, nossos encontros pareciam sempre os mesmos, sempre íamos nos mesmo lugares e nem tínhamos tantas coisas em comum assim. Não foi surpresa pra gente que tudo isso era temporário. Mas você me pareceu surpreso quando esse dia chegou.
Todas aquelas mensagens de "Estou com saudades", "Eu ainda te amo"... Nossa eu nem sabia que você se quer me amava, você nunca disse essas palavras pra mim e logo agora quando tudo acabou você me solta uma dessa.

Mas uma coisa que sempre quis te dizer é que estou feliz agora, estou muito mais feliz  sem você. E sabe aquele carinha da infância que encontrei, pois é, estamos juntos agora. E o espaço que ele ocupa  é muito maior que qualquer outra pessoa tenha conseguido. E uma coisa eu te digo, ele não deixa nenhuma brechinha de espaço se quer, pra ninguém ousar ocupar o seu lugar.


(Texto: Kayane Almeida)

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